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Manuseie a vida como uma máquina fotográfica

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A vida é como um filme fotográfico, depois que bateu a foto, não tem volta. Então indignados inventaram a máquina digital, que por sua vez, não volta à foto, mas você pode excluí-la e tentar novamente. Porém, quando o filme fotográfico é usado, cada foto é pensada com carinho e tirada com amor, diferente da câmera digital que dispensa a preocupação se a foto vai ou não ficar boa, se suas atitudes vão ou não chatear alguém. Você simplesmente bate a foto e depois pensa nas consequências e talvez depois perceba que podia captar detalhes que fariam a diferença, mas não, a excitação de fazer aquele momento acontecer foi mais rápido do que qualquer outra coisa. A verdade é que substituímos a qualidade pela quantidade, o amor pelo sexo casual, família por "morar junto", sinceridade por impulso, câmera analógica por digital e substituímos também pessoas especiais por minutos de diversão. E então vem a parte final, que ninguém nos conta, que dificilmente aprendemos sozin...

A espera do encontro dos dois planetas

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Não temos dúvidas que homens e mulheres são diferentes sexualmente e psicologicamente, que passamos e passaremos por períodos culturais que hora colocam a mulher ou o homem no centro das atenções. Temos registros, de que na civilização aborígenes as mulheres exerciam papel fundamental no grupo, inclusive iam à caça. Se hoje vivemos em uma sociedade que tenta democratizar a igualdade de sexo, há também a semente de que as mulheres são mais evoluídas que o homem, exemplo disso é quando afirma que uma mulher de 28 anos está ano-luz a frente de um homem da mesma idade. Toda essa introdução, na verdade é uma tentativa para explicar a minha teoria sobre o “ encontro dos dois planetas ”. Se imaginarmos o sexo feminino como um planeta e o masculino outro, em órbitas diferentes e sintonias diferentes, haverá um momento no qual se encontraram e é nesse período, que acredito que os relacionamentos serão mais sólidos, verdadeiros e duradouros. Na verdade parto do princípio de ...

Primeiras páginas #3

Manu, estudante, prolixa e tagarela era diferente das meninas da sua idade, não ligava para modismo e reclamava sempre da capacidade de conseguir derrubar tudo que tinha a sua volta. Dificilmente interessara por algum menino, achava a maioria imaturo e machista, mas Beto parecia diferente, não ficava como seus amigos, tentando convencer meninas a irem para sua casa e sem perceber estava discretamente atraída por ele, mesmo já o tendo visto outras vezes naquele pub e no corredor do colégio. — Então Manu preciso ir. A gente se vê no colégio? — Sabe esse negócio de se ver no colégio é tão relativo, talvez eu vá, talvez eu mude, ainda não sei. De repente a gente se encontra por lá e se eu achar conveniente até falo com você. — Ela pausa para ver se ele esboçava alguma reação, mas o modo como a olhava não mudou. — É brincadeira, a gente se vê. — Ok — Responde fazendo um esforço enorme para processar aquele monte de palavras desconexas. — Quer companhia até sua casa? — Não obr...