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Mostrando postagens de dezembro, 2008

Frase

De um querido conhecido, Felipe Zanin "A verdade não pode ser imposta ao menos que seja imposta a verdade".

Meus óculos escuros

Onde estão meus óculos escuros? A luz irrita minha retina fazendo furos Deixei em seu carro ou mesmo na sua jaqueta? Onde estão meus óculos escuros? Sem eles não fico quieta Vejo um mundo obscuro camuflado de mentiras E sem rima faço minha história em tiras Quero um final feliz Nas lembranças dos momentos infelizes Quero uma trilha sonora lúdica e perversa Quero meus óculos escuros

Vida pública

- O que deve ser essa sirene? - Alguém desmaiou lá embaixo! - Desmaiou de tantas compras. ---------- // -------------- - Olha a noiva aí! - Por isso as sirenes, o noivo não aguentou. --------- // -------------- - Nossa que cheiro ruim! - A tiazinha deve ter queimado a embreagem - Nossa é dentro do carro! - Não, é lá fora! - Deve ser por isso as sirenes. ---------- // ------------ - Olha aquela mulher dançando com o gato - Que bom que é um gato - É podia ser um cachorro.

(Não) Acordo

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Foto de Scaamanho Bippp...turumm...bippp... As mãos pesadas e grandes entram em atrito com a pele lisa das costas amplas. Os dedos tocavam cada parte ensaiada estrategicamente. A primeira coisa a se tocarem são os peitos firmes. As mãos sobem e descem nas costas, enquanto as pernas se cruzam e levemente levantadas, os dois corpos ficam unidos em único ritmo. Da boca macia e doce saia à respiração acelerada e excitante. O sol nascia na mórbida segunda. Entrava pela fresta da janela uma luz quente e clara. Os corpos trabalhavam como máquinas, numa sinergia de sincronismo, fazendo todas as peças do corpo humano se encaixarem. A cortina quase transparente balançada pelo vento, resfriava o corpo quente na cama. Antes dos lábios encontrarem-se eles se friccionam no pescoço e no ouvido, com movimentos carinhosos, misturados ao cheiro e suor. Bippp...turumm...bippp... - Ah não mais uma segunda atrasada.

Singela despedida

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Juliano , upload feito originalmente por Alexia Santi. . Ao abrir a porta de casa, encontro a luz da sala acessa, mas ela não costuma ficar acessa. Pensei que o Marcelo podia ter esquecido. A casa estava impecavelmente em ordem. Havia um silêncio incômodo. No tapete da sala não tinha os tênis de Marcelo espalhados. Admito que me deu uma certa angústia. Desde que fomos morar juntos ele sempre deixou seus sapatos jogados pela casa, especificamente na sala. Ao passar pelo corredor em direção ao nosso quarto, tento fazer o máximo de silêncio, andando nas pontinhas do pé, como de costume. Ao entrar no quarto escuro passo minhas mãos nos pés da cama, esperando encontrar os pés de Marcelo, apenas sinto o lençol esticado. E nada. Ele sempre dorme do lado direito. Subi as mãos para achar o corpo de Marcelo. E nada. Bato as pernas na beira da cama, porque corri desesperadamente para acender a luz. Quando vejo, ele não está, assim como suas roupas, seus tênis, livros, CDs. O inevitável ac...