Manu agora balzaca passou a frequentar muitas festas sem miséria com as drogas e as bebidas. Sempre “chapada” discutia o neoliberalismo e o movimento opart . Parecia uma sereia no meio de pescadores inebriados pelo seu canto. Mexia no cabelo, mordia os lábios, erguia a sobrancelha quando queria crer numa nova ideia. Chegava ao seu quarto, tropeçando em si mesma, praticamente todas as noites, nunca acertava a chave e ria por horas até a dona da casa descer as escadas de pijama, resmungando sobre os jovens idiotas que não davam valor para o silêncio e que muito a incomodava ter que preparar o café antes das seis da manhã. Enquanto Manu quebrava o limite do “comportamento adequado” e dos costumes morais, Beto experimenta o ritmo do blues, com charuto e uísque, costume, do qual nunca mais abandonou. Apaixonou-se por diversas pernas lindas, muito mais lindas que a de Carlinha, que também olhou de baixo para cima o pôster do filme Laranja Mecânica, de Kubrick, que tinha em cima...