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Mostrando postagens de novembro, 2008

Enamorada

Atualmente namoro várias coisas, namoro meus livros, me olhar no espelho, meu cantinho da casa. Namoro as saídas á noite, namoro a minha falta de tempo e o tempo que sobra. Namoro ver pessoas diferentes todos os dias. Namoro meus encontros com ele, já que é o único que tenta me entender, mesmo que não compreenda as coisas do mundo. Namoro ouvir música no último volume, não voltar pra casa e às vezes desejar estar em casa. Namoro minha pequena independência, namoro a natureza, namoro rir demasiadamente e pessoas românticas, namoro ser eu mesmo. O melhor de tudo é que namoro por falta de opção.

Love

Aprendi a aceitar o amor, mas definitivamente não gosto dele. Não gosto da forma como me deixa, de como me faz namorar, de como está presente em todos os momentos. De como me faz recuar quando penso nele. Não gosto dele, por que é como se você voasse sem nenhuma proteção, não gosto de senti-lo nos momentos felizes e muito menos nos tristes. Não gosto do amor solitário, nem do amor próprio, não gosto amar, mas aprendi aceitá-lo.

Flor Aberta

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Assim disse Hugo Fonseca: "Os homens vêem uma flor aberta como uma mulher, mas não vêem a mulher aberta como uma flor"

Não é tédio é saudade

É um tédio que me consome devagarzinho Uma tristeza que não se expressa enlouquece É uma fantasia em que não se vive É a falta que faz o seu carinho E o orgulho que faz minha ausência A indiferença se tornou constante Corrói-me por dentro nossa separação Mas é o alívio de viver a realidade Mesmo não sentindo mais seus beijos (Brunna Jonhsson)

Apego

Estava ali escondida, você nem percebeu minha presença, ainda lembro-me do seu sorriso tímido, das risadas que dei ouvindo suas piadas. De como é gostoso chorar no seu colo e poder ficar ao seu lado, escutando nossa banda favorita. Gostava das suas caretas e da forma como suas mãos eram quentes. Não ria de você, ria pra você. Seu cheiro está marcado nas minhas roupas, nas minhas lembranças, sem contar às coisas que só a gente entendia. Essas lembranças deixaram saudades.

Corpos inquietos

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Foto de Mahn Ali estava parada. Eram corpos inquietos, gemidos constantes, respiração ofegante. Estava alucinada. Não tinha pés no chão. Abria, fechava, abria e fechava. Meus olhos nunca viam nada. Em compensação ouvia tudo. Ouvia tão alto que meu coração parava por segundos e quando voltava, batia ainda mais forte. (Brunna Jonhsson)