Eduarda acorda, se arruma cuidadosamente (vai que...), se atrasa e chega ao trabalho. Sempre sai mais tarde, volta para casa, não janta, não assisti TV. Dorme. É assim todos os dias. Nessa manhã foi diferente. Eduarda passa pelo departamento vizinho e percebe que um cara novo acaba de começar ou talvez tenha voltado de férias. Enfim, olha de novo para registrar bem aquela pessoa. Na frente do seu computador, o vê andando de um lado para o outro. Pensa: “o que ele tanto faz lá fora”. Repara na calça, na camiseta. Gosta de ver as estampas. “humm...interessante”. Não gostou do sapato, achou que era gay, mas talvez não seja. Ele olha para Eduarda. Ela vai até a área de fumantes da empresa. “acho que ele fuma. Já fumei um dia, vou voltar”. Compra um maço de cigarros e isqueiro. Acende, ele chega. Ela olha. Ele olha. “Será que é gay?”. O cigarro termina, Eduarda volta para aquele texto que precisa entregar em cinco minutos. Ele passa de novo. Ela repara a calça, de novo. “droga, ...